sábado, 20 de novembro de 2010

GABARITO DOS EXERCÍCIOS DE REVISÃO - ROMA ANTIGA - 6° ANO (ESD)

Galerinha,
Seguem, abaixo, as sugestões de respostas aos exercícios de revisão sobre Roma Antiga.


1.
a) Os romanos foram privilegiados pela natureza. A geografia da Itália (Antiga Roma) é muito mais favorável para a agricultura do que a Grécia. Bom clima, planícies férteis e rios abundantes. Além disso, a antiga Roma estava localizada na Península Itálica, uma “ponte inacabada” entre a Europa e a África, no coração do mar Mediterrâneo, e esse fator foi importante para que se desenvolvesse um amplo comércio na região.
b) Roma era banhada por quatro mares, basicamente. A leste o Mar Adriático, a oeste o Mar Tirreno, ao sudeste o Mar Jônico e no extremo sul o Mar Mediterrâneo.
Em torno do mare nostrum, como os romanos chamavam o mar Mediterrâneo, desenvolveu-se a civilização ocidental. O clima ameno, as costas recortadas, a oferecer abundância de portos, e a situação geográfica - entre a Europa, a África e a Ásia - facilitaram durante milênios as trocas comerciais e culturais entre os povos litorâneos.

2.
a) Entre 2000 a.C. e 1000 a.C. a península itálica, que era habitada por tribos neolíticas, foi invadida por povos indo-europeus italiotas (equos, volscos, saminitas, úmbrios, latinos e sabinos) que se estabeleceram na região do Lácio. Os etruscos chegaram à península Itálica por volta do século VIII a.C. Os gregos chegaram também por volta do século VIII a.C., com o movimento de colonização grega. Ocuparam o sul da península Itálica e fundaram diversas colônias conhecidas como Magna Grécia.
b) Segundo a lenda, Enéas foi um grande herói troiano, mas quando os gregos tomaram a cidade de Tróia, Enéas teve de fugir. Enfrentou muitas dificuldades até que alcançou a região do Lácio, na Península Itálica. Mais tarde, o filho de Enéas fundou a cidade de Alba Longa. Um dia, a filha do rei de Alba Longa apaixonou-se pelo deus Marte e teve dois filhos com ele. Os filhos da princesa e do deus da guerra (Marte) eram gêmeos. Naquela época uma coisa grave havia acontecido: Amúlio, irmão de Numitor (rei de Alba Longa) tinha tomado o trono do reino. Amúlio ordenou a prisão de Numitor e sua filha e mandou atirar os gêmeos no rio Tibre para que morressem, porém, a correnteza fez com que eles encalhassem num canto do rio. Uma loba ouviu o choro dos bebês, se aproximou deles, os retirou da água e os criou como se fossem seus filhos. Até que, um dia, os meninos foram descobertos por alguns pastores, que deram os nomes de Rômulo e Remo para os garotos. Crescidos, os dois irmãos retornaram para conquistar o poder em Alba Longa. Ao reconquistarem Alba Longa, os dois disputam o poder do reino. O resultado foi trágico: Rômulo mata o irmão e dá início à monarquia romana.
c) Pesquisas científicas revelam que a antiga região do Lácio, onde existiam sete colinas, fora habitada por povos nômades que, lentamente se sedentarizaram e formaram aldeias. Os povoadores mais importantes foram os latinos, os sabinos e os itálicos. Para se protegerem de ataques e se fortalecerem economicamente, esses povos se uniram, aclamando um único rei de nome Rômulo. Esse foi o início da Monarquia romana.
É importante perceber que tanto na versão lendária, quanto na versão história, o nome do rei que dá início à monarquia em romana foi Rômulo, o que leva a crer que os mitos e lendas não devem ser ignorados como fonte de conhecimento histórico.

3.
a) Ao adquirir características de cidade, após o domínio dos etruscos, Roma iniciou um processo de organização político-social que resultou na formação de uma Monarquia (753 a.C. – 509 a.C.). Nessa fase, Roma foi governada por um Rei e pelo Senado. O Rei era o chefe máximo de Roma e comandava o exército, tinha poderes religiosos e era o chefe da justiça. Já os senadores formavam um conselho de idosos que tinha a função de propor leis e fiscalizar as ações do rei.
b) Em 509 a.C., os patrícios se revoltam contra o rei etrusco, Tarquínio (o Soberbo), acusando-o de beneficiar os plebeus. Tarquínio é retirado do poder, iniciando, assim, uma nova fase em que os senadores passaram a governar. Foi implantada a República.


4.
Os patrícios pertenciam a grandes famílias de aristocratas (nobres), donas dos maiores e melhores pedaços de terra. As decisões mais importantes da cidade romana eram tomadas pelos patrícios, que faziam parte do senado romano.
Os plebeus eram, no começo da civilização romana, os pobres. Tinham liberdade, mas quase não possuíam terras. Trabalhavam como pequenos agricultores, artesãos, mercadores. Não podiam participar das decisões políticas.
Sobretudo prisioneiro de guerra. O escravo romano era considerado um simples bem material, cabendo aos seus senhores decidirem sobre a sua vida ou morte. Exerciam diferentes tarefas domésticas ou públicas, podendo ser apenas simples artesãos ou verdadeiros guardiões dos negócios dos seus donos.


5. Os plebeus se sentiam oprimidos e começaram a lutar pelos seus direitos. Lutavam por cidadania (direitos políticos), queriam autorização para se casar com patrícios, reivindicavam a melhor distribuição de terras e dos espólios (bens tomados dos povos vencidos) de guerra.
Depois de muito lutarem, os plebeus conseguiram uma série de benefícios como o direito de entrar para o exército e o direito de possuir um representante no governo, o tribuno da plebe.

6. É muito importante observar a trajetória do Senado ao longo da história romana. Na fase republicana os senadores têm os seus poderes políticos aumentados, passando a definir o que fazer com o dinheiro público e a decidir se Roma entrava em guerra ou mantinha a paz.

7. Os dois (02) Cônsules comandavam o exército, presidiam o senado e possuíam funções religiosas. O Ditador era convocado em caso de guerra ou conflitos internos. Assumia o governo sozinho por um curto período de tempo com o apoio do exército. Os Tribunos eram representantes dos plebeus. Tinham a função de vetar ou aprovar qualquer decisão do senado.

8.
a) Os romanos, após três exaustivas guerras, derrotaram os cartagineses, povo que vivia ao norte da África, onde hoje se encontra a Tunísia.
b) Cartago foi uma colônia fundada pelos fenícios.
c) Cartago, no norte da África, era uma importante cidade comercial fundada pelos fenícios, e dominava, até então o comércio no Mediterrâneo. Para os romanos dominarem essas rotas comerciais deveriam, necessariamente, dominar Cartago.
d) Os romanos venceram os cartagineses e expandiram seus domínios até o Egito e a Espanha. Os romanos, a partir disso, transformaram o mar Mediterrâneo no Mare nostrum, que em latim quer dizer “nosso mar”.

9. Lei Canuléia (445 a.C.): autorizava o casamento entre patrícios e plebeus.
Lei de Licínio e Séxtio (367 a.C.): com essa lei os plebeus conseguiram anular grande parte das suas dívidas, além de conquistarem o direito de escolher um cônsule.

10. No período republicano os romanos iniciaram a expansão territorial. A cada conquista, novas terras e novos povos eram dominados por Roma, porém, apenas as camadas privilegiadas gozavam desses benefícios. À medida que Roma crescia, ampliava-se também a pobreza. As terras concentravam-se nas mãos dos patrícios e os plebeus ficavam cada vez mais desamparados. Escravos e plebeus se revoltavam contra a elite patrícia. Os irmãos Tibério e Caio Graco, que eram Tribunos da Plebe, lideraram reformas a favor do povo. Os dois criaram leis que impediam a concentração de terras por parte dos patrícios. Era o início da reforma agrária em Roma. Caio Graco criou a Lei Frumentária, que obrigava o governo a vender o trigo a baixos preços. Tanto Tibério quanto o Caio morreram sem ver as suas reformas concluídas.

11.
a) O sucesso de Júlio César está relacionado às ousadas reformas empreendidas por ele, que favoreceram inclusive os plebeus, e o mandato de ditadura vitalícia (até a morte) que implantou. Vale lembrar que César tinha raízes plebeias.
b) A popularidade de César, e o risco que ela representaram para o Senado desagradaram os senadores patrícios, que tramam o seu assassinato.

12. Após a vitória no Segundo Triunvirato, Otávio foi aclamado imperador de Roma, recebendo ainda o título de Augusto e César. Aproximadamente 27 a.C., tinha início a fase imperial de Roma.

13. O Império Romano construiu extensas vias pavimentadas que facilitaram a comunicação, o comércio e o avanço das legiões. Além disso, nessa fase houve a construção de grandes aquedutos que serviam para canalizar água potável vinda de colinas até as casas em Roma.

14. Quando o imperador Otávio Augusto determinou que somente os mais ricos poderiam participar da administração e do poder no Império Romano, houve a necessidade urgente de lançar políticas que impedissem possíveis revoltas dos excluídos (plebeus e escravos). Dessa forma, Otávio ofereceu aos pobres trigo e diversão, na tentativa de desviá-los dos assuntos políticos e aceitarem a sua condição de submissos.
Além da diversão, os espetáculos de sangue confirmavam o orgulho do povo romano, uma vez que os gladiadores eram estrangeiros, escravos, inimigos de Roma. Os romanos sentiam-se mais romanos ao acompanhar a agonia e a morte dos seus “inimigos”.
Atenção!
Você pode conferir as respostas dos exercícios do livro referentes aos capítulos 12 (páginas 201 e 202) e 13 (págnias 215 a 217). Basta fazer o download dos arquivos encontrados no site abaixo:

http://www.mediafire.com/?sharekey=584a286bc00125a4b64026cfc0611236f2589bdc6c912fc0f0a154af670496da

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